quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Reformulação do texto sobre a definição de blog e as suas utilizações educativas

No âmbito da Unidade Curricular de Língua Portuguesa e Tecnologias de Informação e Comunicação, foi-nos proposto que, a partir do comentário realizado por colegas da turma, elaborássemos a reformulação do texto, de forma a melhorar alguns aspetos negativos. Em conjunto com a minha colega Rute Nunes, turma A, uma vez que esta atividade foi realizada pelas duas, reformulámos o texto anteriormente realizado e elaborámos o comentário ao blog de colegas da turma B. Disponibilizo o texto reformulado:


Blog ou weblog, segundo Gomes (2005)  “uma página na Web que se pressupõe ser atualizada com grande frequência através da colocação de mensagens – que se designam “posts” – constituídas por imagens e/ou textos normalmente de pequenas dimensões (muitas vezes incluindo links para sites de interesse e/ou comentários e pensamentos pessoais do autor) e apresentadas de forma cronológica, sendo as mensagens mais recentes normalmente apresentadas em primeiro lugar.” (Gomes, 2005, p. 311). Coutinho (2006) ainda refere que, devido às suas ferramentas, os blogs “facilitam a criação, edição e manutenção de uma página na web.” (Coutinho, 2006).

Segundo Gomes (2005), os blogs podem ser utilizados de duas formas distintas: como um recurso pedagógico ou como estratégica pedagógica. Segundo o autor, sendo utilizado da primeira forma apresentada, os blogs podem ser um espaço de acesso a informação especializada ou um espaço de disponibilização de informação por parte do professor; como estratégica pedagógica podem assumir o papel de um portefólio digital, de um espaço de intercâmbio e colaboração, um espaço de debate – role playing ou um espaço de integração. Gomes (2005) defende que os blogs com audiência podem funcionar como um estímulo à reflexão e produção escrita, desde que exista uma orientação e acompanhamento nesse sentido, e que blogs com intuito educacionais devem ser utilizados como uma oportunidade para o desenvolvimento de múltiplas competências “associadas à pesquisa e seleção de informação, à produção de texto escrito, ao domínio de diversos serviços e ferramentas da web” (Gomes, 2005, p. 313). Através da análise dos resultados da experiência pedagógica apresentada por Coutinho (2007) que se desenvolveu a numa turma de futuros professores de Biologia e Geologia no âmbito de uma disciplina de Prática Pedagógica em que, durante um semestre, os alunos trabalharam e exploraram, do ponto de vista pedagógico e didático, diversas ferramentas da Web 2.0: blog, wiki e del.ici.ous, é possível verificar que os alunos que vivenciaram esta experiência acreditam que as referidas ferramentas têm enormes potencialidades educativas, que as mesmas ajudam a desenvolver a comunicação e a linguagem e que as pretendem utilizar nas suas futuras práticas profissionais. Coutinho ( 2007) refere ainda que os alunos envolvidos nesta experiência defendem que “as ferramentas de comunicação promovem a reflexão crítica e estimulam a criação de novas ideias, promovem também o trabalho cooperativo e colaborativo e, principalmente, a partilha do conhecimento.” (Coutinho & Junior, 2007, p. 203).

Referências Bibliográficas 


Coutinho, C. P. (2006). Utilização de blogues na formação inicial de professores:um estudo exploratório. Obtido em Setembro de 2016, de Repositório UM: https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/6455/1/Artigo%20blogs%20SIIE06.pdf

Coutinho, C. P., & Junior, J. B. (16 de Novembro de 2007). Blog e Wiki: Os Futuros Professores e as Ferramentas da Web 2.0. Obtido em Setembro de 2016, de RepositórioUM: http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/7358/1/Com%20SIIE.pdf

Gomes, M. J. (2005). Blogs: um recurso e uma estratégia pedagógica . VII Simpósio Internacional de Informática Educativa – SIIE05. Obtido em Setembro de 2016, de RepositórioUM: https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/4499/1/Blogs-final.pdf

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Stripgenerator


Stripgenerator é um site bastante simples e acessível que permite a criação de histórias no formato banda desenhada. Disponibiliza um conjunto de personagens, de "balões de fala" e de itens que permitem a criação de vinhetas bastante cómicas, sem que seja necessário sem perder tempo a procurar estes elementos, sendo o criador inspirado apenas pela sua simplicidade, dedicando mais tempo à linguagem e à historia em si. Existe também uma grande facilidade no que toca à partilha das histórias criadas nas redes sociais.

Tux Paint

Tux Paint é um programa gratuito, indicado para crianças com idades compreendidas entre os 3 e os 12 anos, é também utilizado em várias escolas do Mundo, segundo o site oficial do programa. Através da exploração do Tux Paint, concluí que se caracteriza como um programa simplificado para uma fácil utilização do mesmo pelas crianças, embora seja capaz de despertar o interesse das crianças para a elaboração de novo desenhos e novas "obras de arte", através das várias ferramentas disponibilizadas pelo programa, combinadas com os efeitos sonoros e um boneco (o pinguim), que serve como guia e fonte de motivação e interesse, durante a utilização do mesmo.

No Tux Paint é apresentada tela em branco e, do lado esquerdo do ecrã, uma variedade de ferramentas de desenho que potenciam a criatividade das crianças, sendo estas vários tipos de pincéis, carimbos com a forma do pinguim, a possibilidade de introduzir texto, os efeitos especiais e ainda existe uma opção em que a criança pode substituir a tela branco por imagens, figuras ou desenhos disponibilizados pelo programa.


Segundo o site oficial do programa, existe também algum controlo que pode ser exercido pelos pais ou professores no que toca à utilização do Tux Paint e das várias funcionalidades de um computador, tal como, por exemplo: a possibilidade limitar as crianças apenas à utilização do programa, impedindo-as de aceder a outros programas, se assim for definido; a opção de os pincéis, carimbos e as imagens utilizadas no programa serem criados pelos próprios pais ou professores; e o facto de ser possível impedir o encerramento do programa.


Também é importante referir que o programa apresenta uma fácil identificação dos ícones para além de que possuem um tamanho grande de forma a que as crianças possam clicar facilmente nos mesmos.


terça-feira, 25 de outubro de 2016

O jogo educativo- Fábrica de Palavras

No âmbito da Unidade Curricular Língua Portuguesa e Tecnologias de Informação e Comunicação foi-me proposto a realização de uma tarefa que consistia na procura de um jogo educativo online, que considerasse útil como apoio à aprendizagem da criança, e na elaboração de uma breve descrição e reflexão do jogo escolhido, com referência a um público-alvo ao qual, na minha perspetiva, o jogo se adequa.
O jogo escolhido por mim para a realização desta tarefa tem o nome de “Fábrica de Palavras”, cujo público-alvo são crianças de pré-escolar e do 1º ano, e encontra-se disponível no site Escola Games



sexta-feira, 21 de outubro de 2016

A integração das TIC no processo de ensino-aprendizagem: uma opção ou uma necessidade?

Primeiramente, antes de responder a esta questão, é importante explicitar o significado das TIC. Segundo Miranda (2007), as TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação), consistem na junção da tecnologia computacional ou informativa e da tecnologia das telecomunicações, sendo a Internet uma das mais fortes formas de expressão das TIC.
A globalização da informação, da comunicação, assim como os movimentos migratórios que possibilitam o contacto com várias culturas diferentes são características das sociedades atuais (Botelho, 2005). Tendo em conta estes fenómenos de mudança no que toca à tecnologia, à comunicação e que influência, por sua vez, a interação social e as formas de acesso à informação, a educação vê-se forçada a adaptar-se a “um mundo denso de informação, multicultural e globalizado” (Botelho, 2005, p. 1).
Cada vez mais assistimos a uma maior familiarização por parte das crianças, dos adolescentes e, por sua vez, dos alunos com a utilização de tecnologias de informação, por exemplo, desde crianças que, desde muito novas, estabelecem contacto com os telemóveis dos pais, a até à utilização dos computadores para aceder à Internet onde têm acesso a qualquer tipo de informação, podendo, a mesma, ser fidedigna ou não. Assim, e respondendo À questão inicial, considero que a integração das TIC no processo de ensino-aprendizagem, atualmente, é uma necessidade.
 “ […] a aprendizagem adquirida nas escolas representa, hoje em dia, uma parcela cada vez menos da aprendizagem que se adquire no dia-a-dia[…] a eclosão dos novos media, suportada por poderosas indústrias culturais, e as potencialidades de interação através da internet, prefiguram um cenário explosivo de oportunidades de autoeducação e de educação à distância[…]” (Figueiredo, 2000, p. 1), desta forma, na minha opinião, com sociedades tão vulgarizadas com a tecnologia seria quase impensável que a educação não acompanha-se este desenvolvimento científico e tecnológico, verificados no campo da comunicação.
Assim, ao envolver as TIC no ensino, os professores têm a possibilidade de “ligar a aprendizagem ao lúdico” (Paz, 2008, p. 2). Contudo, a introdução das TIC nas estratégias de aprendizagem não significa que as estratégias tradicionais devam ser substituídas; significa que as metodologias de ensino tradicionais e as mais modernas (com recurso ás TIC), devem trabalhar de forma articulada., com o objetivo de proporcionar uma melhor aprendizagem e enriquecimento dos conhecimentos dos alunos.
O envolvimento das TIC no processo de aprendizagem dos alunos deve, na minha opinião, deve partir do professor. Segundo João Paz, os professores com mais anos de ensino apresentam uma maior resistência ao uso das mesmas nas suas aulas do que os professores mais novos que são cada vez mais formados de forma a saber integrar novas formas de ensino com recurso às tecnologias de informação e comunicação e que “os alunos podem ser coparticipantes na produção do saber” (Paz, 2008, p. 1), através, por exemplo, de comunidades virtuais do tipo colaborativo (e.g. enciclopédia online- Wikipédia) em que para além dos próprios alunos terem acesso a novos conhecimentos, eles próprios podem contribuir da mesma forma, transmitindo conhecimento aos outros. Um exemplo que temos bastante presente nos dias de hoje, de ligação entre o uso das TIC e a aprendizagem são as plataformas de gestão da aprendizagem, como o Moodle, que permitem o alargamento da aprendizagem para além do espaço da sala de aula (Paz, 2008). Nesta ligação entre a aprendizagem e as tecnologias de informação e comunicação, o aluno torna-se “coprodutor do processo de ensino numa interação que se centra sobretudo na construção individual do conhecimento”, adquirindo mais autonomia e, talvez, uma melhoria na aprendizagem sendo o próprio a procurar e a contribuir para a construção do seu conhecimento.
Tal como podemos observar na realidade que nos rodeia, os alunos de hoje têm acesso, a variadas fontes de informação e comunicação que encontram em casa, em bibliotecas, na escola e em vários espaços de convívio, sendo que possuem competências e conhecimentos, no que toca à utilização das TIC, distintos dos seus colegas da geração anterior. Esta desigualdade verifica-se maioritariamente no ensino superior em que existem turmas com pessoas de gerações diferentes, que apresentam competências bastante distintas na utilização de tecnologias. Segundo Patrícia Fidalgo (2009), por vezes, quando são utilizadas as TIC no processo de aprendizagem, deparamo-nos com fenómenos como o da infoexclusão ou o da infofobia, constituindo, as novas tecnologias, um obstáculo e não se verificando o entusiasmo por parte dos discentes.
Na minha opinião, a introdução as TIC no processo de ensino/aprendizagem deve começar desde cedo, uma vez que estamos rodeados de tecnologias e, desta forma, para além de promover novos métodos de ensino, que bem aproveitados pelo professor podem resultar numa melhor aprendizagem por parte do aluno, constituí uma forma de promover a segurança na Internet. Se os alunos conviverem com as TIC desde o ensino primário podem perceber melhor como utilizar a internet, quais são os seus perigos, como se proteger dos mesmos e como pesquisar e utilizar informação fidedigna o que, posteriormente, será bastante útil no seu futuro profissional, académico e pessoal.
Porém, concordo com António Figueiredo (2000), no que diz respeito à aprendizagem através de “Conteúdos vs. Contextos”. O futuro da aprendizagem “[…] não se encontra, assim, na produção de conteúdos, nem na distribuição de conteúdos, nem na “transferência” de “aprendizagem” ou de “conhecimento” para cabeças vazias […]” (Figueiredo, 2000, p. 3). Na minha perspetiva, o facto de os professores disponibilizarem bastante informação na Moodle para que os alunos a estudem não proporciona aprendizagens significativas, as novas tecnologias devem ser utilizadas como um recurso para que os seus destinatários possam construir os seus próprios conhecimentos (Figueiredo, 2000).

Referências Bibliográficas





  • Paz, J. (2008). Educação e Novas Tecnologias.


  • Fidalgo, P. (2009). O ensino e as Tecnologias da Informação e Comunicação


  • Figueiredo, A. d. (2000). Novo Conhecimento/Nova Aprendizagem.


  • Botelho, F. (2005). “Globalização e cidadania: reflexões soltas”.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Definição de blog e as suas utilizações educativas

Inicialmente tinha um blog em comum com a minha colega Rute Nunes, porém, devido à sua mudança de turma, foi necessário a elaboração do meu próprio blog: Aprender a brincar. Em conjunto com a minha colega, realizámos a tarefa sobre a definição de blog e as suas utilizações educativas, pelo que disponibilizo o link do post.